‘Não compactuamos com esse tipo de postura’, diz Dayane sobre declarações de Alden

Fonte: Bahia.Ba

Um dia após a polêmica declaração do deputado estadual Capitão Alden (PSL), a deputada federal e presidente do partido na Bahia, Dayane Pimentel, quebrou o silêncio sobre o caso, repudiou as declarações do correligionário e afirmou que o PSL não “compactua com esse tipo de postura”.

Por meio de sua assessoria, em nota enviada ao bahia.ba, a deputada manifestou o seu repúdio às declarações do deputado estadual.

“Truculência, distribuição de fake news e falsos julgamentos no meio bolsonarista é uma rotina. Mais um papelão de quem recorre aos impropérios midiáticos. É uma tática e é vergonhosa. O PSL Bahia não compactua com esse tipo de postura. Acredito no julgamento dos demais deputados diante esse fato. Repudio também o ataque grosseiro à imprensa”, diz a deputada na nota.

Relembre o caso
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Alden acusou os parlamentares que compõem a bancada de oposição na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (Alba) de receberem recursos provenientes da Prefeitura de Salvador.

O deputado disse que os colegas de Casa recebiam R$ 1,6 milhão da gestão municipal. A bancada, inclusive, informou que irá fazer uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar contra deputado e ele corre o risco de perder o mandato.

O líder do governo na Alba, deputado Rosemberg Pinto (PT), se solidarizou com a bancada da oposição na Casa e condenou a atitude de Alden e afirmou que as declarações do parlamentar foram “infundadas”.

Recuo e pedido de desculpas
Após a repercussão, Alden recuou e, novamente em vídeo nas redes sociais, pediu desculpas aos colegas pelas declarações: “Venho a público externar que jamais tive a intenção de ofender ou atingir a imagem, a honra ou a reputação de qualquer colega parlamentar”.

No entanto, apesar das desculpas, o líder da oposição na Alba, deputado Sandro Régis, afirmou que a bancada levará as acusações de Alden ao Conselho de Ética.“Ele terá que provar o que disse”.