Presos suspeitos de matar tio e sobrinho após furto em supermercado; segurança está entre os alvos

Fonte: Aratu On

Um segurança particular e três suspeitos de tráfico de drogas no bairro do Nordeste de Amaralina, em Salvador, foram presos, na manhã desta segunda-feira (10/5), durante uma operação batizada de “Retomada”.

A ação tem como objetivo cumprir mandados contra envolvidos no duplo homicídio de Bruno e Yan Barros da Silva, executados por um “tribunal do crime” após furtarem carne dentro de uma unidade do Atakarejo.

Além das ordens de prisão, mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em residências e também no estabelecimento comercial. As ações ocorrem ainda nos bairros da Mata Escura, Fazenda Coutos e no município de Conceição de Jacuípe, a 95 km da capital.

A delegada responsável pela investigação, Zaira Pimentel, falou à imprensa sobre os procedimentos realizados na manhã desta segunda-feira (10/5). “Aqui no supermercado estamos colhendo provas através de computadores, documentos, entre outros eletrônicos”, explicou.

Em nota, a rede Atakarejo repudiou o fato ocorrido e manifestou total solidariedade às famílias das vítimas de violência na loja do Nordeste de Amaralina. “Desde o início, a empresa vem colaborando com as autoridades policiais. O Atakarejo informa que foi aberta sindicância interna que decidiu pelo afastamento dos seguranças até que os fatos sejam devidamente esclarecidos pelas autoridades competentes”, disse.

“Sempre norteado por ideais de Justiça, responsabilidade e total transparência, o Atakarejo é uma empresa que atua na Bahia há 26 anos, com 23 lojas, gerando 6.300 empregos diretos e tem a honra de abastecer as casas e negócios dos baianos. A empresa reafirma o compromisso com o seu código de ética e conduta e que jamais irá tolerar qualquer ato de violência”, completou.

CASO

Os corpos de Bruno Barros da Silva, 29, e Ian Barros da Silva, 19, foram encontrados dentro do porta-malas de um carro, na localidade da Polêmica, em Brotas, no dia 26 de abril, com marcas de tortura e de tiros.

Segundo os familiares, os dois teriam sido entregues a traficantes por funcionários do Atakarejo por, supostamente, furtar quatro pacotes com cinco quilos de carne. As mortes são investigadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).