Banco do Brasil e Caixa Econômica pretendem deixar a Federação Brasileira de Bancos

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal pretendem deixar a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) se a entidade aderir ao manifesto da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), com participação de outras entidades, que pretende pedir harmonia dos Três Poderes para o país poder voltar a crescer. O Banco do Brasil (BB) e a Caixa já avisaram a decisão ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

O entendimento dos bancos públicos, de acordo com fontes, é que a instituição, que representa o setor no País, é privada e está se posicionando de forma política, o que ambos, controlados pelo governo, discordam. Caixa e Banco Brasil também estariam questionando por que a federação dos bancos não agiu da mesma forma em outros momentos de crise, como no impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e na Operação Lava Jato.

No governo, quem liderou o movimento de ruptura dos bancos públicos com a Febraban foi o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que mantém grande proximidade com Bolsonaro.

Apurações dos jornais O Globo, Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo apontam que a carta, que está sendo redigida, não cita nenhum Poder especificamente e deve ser publicada nesta semana mostrando preocupação com o avanço da crise institucional, além de defender reformas.

Mesmo assim, as direções do BB e da Caixa estariam encarando o documento como uma crítica à política econômica do governo federal, o que seria incabível aos dois bancos, já que o governo é o principal acionista de ambos.