Dr. Jairinho entra com pedido de habeas corpus no caso Henry

Fonte: Bahia.Ba

O médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, entrou com um pedido de habeas corpus na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. No pedido, o advogado Braz Sant’Anna alega que os fundamentos da prisão preventiva “não se revelam idôneos” para a escorar, e requer a liberdade ou a substituição por medida cautelar menos gravosa.

Jairinho está preso desde 8 de abril na Cadeia Pública Pedrolino Oliveira, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, acusado pelos crimes de tortura e homicídio qualificado contra o enteado, Henry Borel Medeiros, filho de sua então namorada, Monique Medeiros da Costa e Silva, e ainda fraude processual e coação no curso do processo.

Na petição, a qual O GLOBO teve acesso, Jairinho se apresenta dizendo que concluiu o curso de Medicina por ter “preocupação com a precária assistência de saúde, vista como incapaz de oferecer uma atenção minimamente digna à população carente” e para ter a “possibilidade de contribuir de forma mais eficaz e abrangente para a mitigação deste problema social”.

Em 2004, no ano de sua colação de grau, ele conta que “obteve o primeiro mandato eletivo, que foi sucedido por mais quatro legislaturas consecutivas para a Câmara Municipal da Cidade do Rio de Janeiro”, trajetória que somente foi interrompida pela cassação do seu mandato, “apesar de sua inquestionável ilegalidade”.

Jairinho ainda afirma que se destacou como “um dos políticos mais atuantes, tendo sido autor de diversos projetos de leis na área da saúde e da educação infantil” e ocupado “relevantes cargos na estrutura organizacional da Casa Legislativa, líder dos governos dos Prefeitos Eduardo Paes e Marcelo Crivella, além de haver integrado as mais importantes Comissões, dentre as quais a Comissão de Constituição e Justiça, por ele presidida até o dia de sua prisão”.

“Este é o verdadeiro Jairo Junior que figura como paciente neste habeas corpus, o avesso daquele que foi forjado na investigação policial e na narrativa ministerial com o propósito de tornar o clamor público o mais poderoso aliado da acusação (…) pessoa carismática, sincera, amiga, que jamais deixou de ouvir e de estender as mãos a todos que o procuravam nos momentos de infortúnios”, definiu a defesa.