PP negocia com opositores de Bolsonaro em pelo menos sete estados

Fonte: Bahia.Ba

Filiação do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, o PP (Progressistas) tem possibilidades reais de apoiar opositores ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em pelo menos seis estados nas eleições de 2022. Em cerca de três estados, a sigla deverá estar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a exemplo da Bahia.

De acordo com a reportagem do O Globo, as possibilidades de “traições” se concentram principalmente no Nordeste, onde o presidente encontra os menores índices de aprovação ao governo federal e, historicamente, Lula é favorito.

Em seis das nove unidades da federação daquela região, há chances de Bolsonaro estar num palanque diferente do PP ou, a depender do cenário, ter que dividi-los com concorrentes diretos na corrida pelo Palácio do Planalto, segundo a publicação.

Este é o caso do Piauí, terra de Ciro Nogueira, que por anos a fio foi aliado de primeira hora do PT de Lula. Seu plano inicial é disputar a eleição para governador contra o candidato da situação, que será lançado pelo atual chefe do Executivo estadual, Wellington Dias (PT). O presidente do PP local, Julio Arcoverde, porém, tem dito que seu correligionário deve permanecer na Casa Civil.

Em outros redutos, o PP deve manter a parceria eleitoral com adversários ferrenhos do presidente: a aliança com o grupo de Flávio Dino (PSB), governador do Maranhão, já está quase certa. O partido ainda faz parte da base aliada de dois petistas da região: Camilo Santana, no Ceará, e Rui Costa, na Bahia.