“O que nos reúne é a ameaça de morte da democracia”, diz Ciro Gomes em protesto contra Bolsonaro

Fonte: Aratu On

Assim como o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, Ciro Gomes (PDT) também marcou presença na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (12/9), para protestar contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

Na ocasião, ele defendeu a união de “quem for democrata” para viabilizar o impeachment de Bolsonaro, e disse que “ainda há tempo” para o PT integrar o movimento. Alguns partidos de esquerda, a exemplo do PT e PSol, não aderiram formalmente ao movimento, por ter sido convocado por grupos de centro-direita, sendo o principal o Movimento Brasil Livre (MBL), liderado por Kim Kataguiri, que outrora apoiou Bolsonaro.

“Para fazer o impeachment e proteger a democracia brasileira temos que juntar todo mundo. Ainda há tempo para o PT amadurecer. Quem for democrata tem que entender que o impeachment é a a única saída. Precisamos fazer um acordo com a direita e um centro democrático”, discursou Ciro.

Em outro momento, o representante do PDT afirmou que “somos diferentes, mas o que nos reúne – é o que deve reunir toda a nação civicamente sadia – é a ameça de morte da democracia e do poder da nação brasileira, conquistado com sacrifício”.

Quem também esteve presente foi o cantor Tico Santa Cruz, que reiterou a fala de Ciro Gomes. “Eleição de 2022 a gente decide em 2022, nas urnas. Nossa pauta agora é retirar o Bolsonaro. Ele disse: ou vai pra cadeia, ou ele morre ou ele ganha. Efetivamente, não quero que Bolsonaro morra, mas o Bolsonaro também não vai ganhar. Mas o Bolsonaro vai pra onde? Cadeia”, falou.

Pedindo “Fora, Bolsonaro”, a manifestação foi convocada pelos grupos MBL, Vem Pra Rua (VPR), entre outros, em ao menos 15 capitais brasileiras. Em Salvador, foi organizada pelo Livres, mas teve pouca adesão.

As cidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte foram as que mais reuniram pessoas, reunidas na praia de Copacaban e na Praça da Liberdade, respectivamente