Empresa de segurança envolvida em morte de homem em supermercado acerta indenização

Fonte: Bahia.Ba

A empresa de segurança patrimonial Vector vai pagar uma indenização de quase R$1,8 milhão pela morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, que foi espancado por seguranças da empresa e que prestavam serviço na unidade do supermercado Carrefour, em Porto Alegre, em novembro de 2020.

Os seguranças contratados pela Vector foram presos em flagrante no dia 19 de novembro de 2020, acusados pelo homicídio de João Freitas.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul divulgou, na quinta-feira (4), que a empresa firmou um acordo com entidades de defesa dos direitos humanos e com a Defensoria Pública para o pagamento da indenização.

Metade do valor pago pela empresa vai ser destinado a bolsas de permanência para universitários negros do Prouni, outros 30% será dedicado a bolsas para creches que vão atender crianças negras de até 5 anos e 15% para compra de cestas básicas, também para famílias negras moradoras do bairro Passo D´Areia, na zona norte de Porto Seguro.

A empresa também está obrigada a fazer campanhas de conscientização sobre práticas antirracistas, inclusive, para outras empresas de segurança, e reformular as políticas internas, com a criação de uma ouvidoria para receber denúncias de abuso de qualquer ordem e racismo.

Indenização à família

Em maio deste ano, um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) estabeleceu ao Carrefour pagamento de R$ 115 milhões em indenização à família de Beto Freitas. Em um comunicado aos investidores divulgado em junho, a rede de supermercados disse que o valor seria “desembolsado ao longo dos próximos anos”.