Inflação da Região Metropolitana em novembro chega a 1,74% e é a 2ª maior do país

A inflação da Região Metropolitana de Salvador (RMS) acelerou pelo quarto mês consecutivo em novembro e atingiu 1,47%. O índice é o segundo mais alto do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (25).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) na RMS só não é maior que o de Goiânia (GO), que atingiu 1,86%. O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial do mês, refletindo os preços coletados entre 14 de outubro e 12 de novembro.

Na RMS todos os nove grupos de produtos e serviços que fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) tiveram alta em novembro. No grupo, a gasolina foi o principal motivo da alta, já que seu preço subiu 8,67%, e fez os transportes puxarem o índice para cima (+3,40%). Segundo o IBGE, no ano, a gasolina teve aumento acumulado de 39,59% na RMS.

A gasolina influenciou no aumento do etanol (8,75%), que também teve peso importante na prévia da inflação de novembro e apresenta o maior aumento acumulado no ano de 2021 entre as centenas de produtos e serviços pesquisados para formar o IPCA-15 (47,27%). O diesel também mostrou alta significativa (11,50%) na prévia de novembro.

Apesar do crescimento acelerado, o IPCA acumulado de janeiro a novembro de 2021 na Região Metropolitana de Salvador segue menor do que o registrado no país. Enquanto na RMS o índice atingiu 9,44%, a taxa nacional foi de 9,53%.

Veja outros dados

O grupo saúde e cuidados pessoais teve alta de 1,38%, com influência dos produtos de higiene pessoal (2,76%), mas também dos medicamentos (produtos farmacêuticos, 2,34%);
Custos com habitação tiveram aumento relevante (1,32%) e foram puxados pelo gás de botijão (4,70%);
Preços dos alimentos tiveram desaceleração no IPCA-15 de novembro, registrando alta de 0,45% frente a 1,41% em outubro. Houve até deflações em produtos importantes do dia a dia, como o pão francês (-5,89%), as carnes em geral (-0,62%) e a banana prata (-5,35%). Ainda assim, o tomate foi o item que mais aumentou no mês (24,41%), na RMS.