Em meio aos protestos generalizados no Irã contra o governo do aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo do país afirmou, nesta sexta-feira (9), que seu governo não vai recuar diante das manifestações nas ruas, que tiveram um aumento considerável em questão de proporção e violência nos últimos dias. Multidões de diversas cidades iranianas gritaram palavras de ordem contra o regime, além de incendiarem carros e rasgarem a bandeira da Nação.
“Na noite passada, em Teerã, um grupo de vândalos e arruaceiros veio e destruiu um prédio que pertencia ao Estado, ao próprio povo, apenas para agradar o presidente dos Estados Unidos”, afirmou o líder supremo Ali Khamenei, sobre os manifestantes que estão agindo nas ruas.
Os protestos, que iniciaram no final de dezembro, intensificaram o atrito já existente entre o Irã e os Estados Unidos. O presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou que não irá tolerar mortes de manifestantes pelo regime, e disse que “atingirá muito duramente” o país, caso isto ocorra.
A motivação das manifestações foi a crise econômica que atravessa o Irã. A moeda do país, o rial, perdeu metade do seu valor em comparação com o dólar no ano passado, além da inflação ultrapassar os 40% em dezembro. Os manifestantes passaram a exigir a renúncia de Khamenei dias depois do início dos protestos e após ações de repressão da polícia.









